Com Reuters

Volodymyr Zelensky de encontra com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Muhammad bin Zayed Al Nahyan, neste ultimo sábado (28). Foto: Volodymyr Zelensky/X
Na última quinta-feira (26), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, chegou a Arábia Saudita para firmar acordos que envolvem financiamento e auxilio mutuo na área da defesa. Durante o final de semana, Zelensky passou pelo Catar, Emirados Árabes e nesta segunda-feira (30) está a caminho da Jordânia. A avaliação é de que todos esses encontros bilaterais entre lideres de estados do Golfo Pérsico e o ucraniano se encaminham para o mesmo destino: drones.
O conflito no leste europeu entre Rússia e Ucrânia explicitaram uma revolução no conflito moderno para além da guerra hibrida e a propaganda, que é o combate assimétrico e aéreo envolvendo drones baratos frente a equipamentos de guerra mais caros. Diante dos olhos internacionais, o conflito russo-ucraniano vem acendendo alguns alertas diante dos governos e estados que detém conflitos já eminentes e históricos.
Completado um mês de conflito entre EUA e Israel contra o Irã, especialistas afirmam que o conflito vem reafirmando a revolução promovida durante a guerra entre Rússia e Ucrânia. Mesmo após o presidente Donald Trump e o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth alegarem destruição de mais de 90% de capacidade de lançamento e domínio aéreo dos céus iranianos.
Além da obliteração total da marinha iraniana, o Irã conseguiu impor domínio sobre o estreito de Ormuz, impactando a região que distribui cerca de 20% do petróleo mundial, além de destruir boa parte da infraestrutura energética dos países do golfo e tornar inutilizável a maioria das bases americanas no Oriente Médio.
As bases americanas no Oriente Médio foram construídas diante acordos de garantia de defesa promovido pelos EUA visando influencia frente ao petróleo e com a possibilidade geografia de projeção de força em direção à Europa, Ásia e ao norte da África. Entretanto, a garantia de defesa que acompanha o unânime sistema de defesa Patriot vem sendo cada vez mais contestado, tanto pelo custo de produção por unidade quanto o tempo desta própria produção que, frente a produção em massa dos drones Shahed iranianos, detém uma enorme desvantagem caso o conflito se estenda além do planejado, algo que já está sendo manifestado nos bastidores pelo Pentágono.
De acordo com o secretário de estado, Marco Rubio, manifestou no inicio da operação, a incompatibilidade entre a produção em massa de drones, U$20 mil em média, ante os dispositivos de defesa, que além de custar milhões a mais, que podem chegar em U$4 milhões por unidade. Além disso, o desabastecimento dos dispositivos de defesa estão supostamente ocorrendo em territórios de aliados para abastecerem as linhas críticas de defesa no Oriente Médio. Japão, Coréia do Sul e Taiwan. “Embora tenhamos expressado nossa oposição, a realidade é que não podemos impor totalmente nossa posição”, afirmou o presidente Lee Jae-myung da Coreia do Sul.
Por conta da sensação de impotência das nações do golfo diante os enxames de drones lançados pelo Irã durante a guerra, os governos locais decidiram unilateralmente procurar o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, para unir o poder de financiamento árabe juntamente com a expertise de guerra e combate a esses drones que a Ucrânia esta surpreendentemente demonstrando durante esses quatro anos de guerra contra uma potencia inegavelmente mais forte.