
Em 2040, haverá um professor de até 24 anos para cada seis com 60 anos ou mais | Foto: Agência Brasil
O número de professores de até 24 anos que lecionam no ensino médio caiu 31%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (16) pelo Instituto Semesp, sindicato que representa entidades mantenedoras de instituições de ensino superior no estado de São Paulo.
Em 2015, havia praticamente um professor com até 24 anos para cada professor com 60 anos ou mais. Em 2025, passou a ser de aproximadamente um professor de até 24 anos para cada três com 60 anos ou mais, com a taxa caindo de 0,95 para 0,32.
As disciplinas mais afetadas são as de Ciências Humanas que registram: Geografia (0,216), História (0,234), Sociologia (0,263) e Filosofia (0,274). Língua Portuguesa e Artes também ganham destaque negativo com 0,240 e 0,278, respectivamente.
A pesquisa “Apagão dos Professores: o desafio da renovação dos professores no Brasil” demonstra também que houve aumento de mais de 104,5% dos docentes com mais de 60 anos. Os dados ilustram o impacto do envelhecimento dos profissionais na renovação do quadro de educadores nas escolas, já que a maioria está em idade próxima a aposentadoria.
Em contrapartida, as contratações temporárias e terceirizações dificultam a permanência de jovens profissionais no ambiente escolar, que constantemente não encontram estabilidade no exercício da docência. A previsão do instituto é que, em 2040, haverá apenas um professor de até 24 anos para cada seis docentes com 60 anos ou mais.
Além da idade
Junto às questões etárias, os professores do estado de São Paulo, a maior rede de ensino do país, enfrentam desafios relacionados à saúde mental. No ano passado, uma reportagem do Intercept Brasil apontou que 42 mil professores foram afastados de suas funções, em 2024, por transtornos mentais e comportamentais.
A estatísitca é revelada pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp), que tem como base dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).