Institucional
Por que o jornalismo de entretenimento deve ser levado a sério?
Palestra debateu a relevância do entretenimento no jornalismo atual

Por: Rafael Alves e Rian Ferreira

Marília falou sobre sua carreira no Jornalismo e sobre as dificuldades de atuar no entretenimento | Rafael Alves

 

No quarto dia da Semana da Comunicação, a FAPCOM recebeu Marília Barbosa, jornalista com mais de 16 anos de experiência no jornalismo de entretenimento. A palestrante compartilhou parte da sua trajetória profissional. Com passagens pelo G1 e assessorias de imprensa, atualmente escreve para a IstoÉ na editoria de entretenimento e famosos. A conversa teve como norte o debate “Por que o Jornalismo de Entretenimento deve ser levado a sério?”. Marília compartilhou reportagens de sucesso da sua carreira no entretenimento, mas confidenciou que a editoria não era a sua primeira opção no começo de sua trajetória no jornalismo. “O meu sonho sempre foi ser jornalista de cultura e num jornal impresso, depois não consegui e fui vendo que a internet era a alma do negócio e isso só ia crescer e evoluir cada vez mais. Quando surgiu a oportunidade do entretenimento eu senti que era um passo maior para estar na cultura, que era o que eu realmente queria.”

Marília reafirmou a posição do entretenimento como uma das pastas de mais difícil atuação no jornalismo e que requer mais ética, desmistificando o estereótipo de “apenas fofoca”. 

“O Jornalismo de entretenimento é o mais difícil. O político, o econômico, você tem uma fórmula. O de entretenimento, você precisa prender a atenção do leitor o tempo todo. Como você pergunta pra Deborah Secco quem ela está namorando sem ser invasivo?”, afirmou a palestrante.

Os alunos também debateram a atuação das assessorias de imprensa e qual lugar elas possuem entre o elo do jornalista e o artista. “Sempre que eu tenho contato com esse famoso eu tento me aproximar dele ao máximo, sou simpática, cumprimento, abraço e beijo, falo sobre alguma coisa que aquela pessoa postou aquele dia no Instagram, vou puxando assunto para aquela pessoa entender que eu sou amiga dela, bem na cara dura mesmo”, disse Marília. 

Para a estudante Giulia Borlino, a área é a que mais chama a sua atenção. “Eu já como jornalista em formação tinha esse interesse na área de entretenimento e cultura. Fui exatamente para ver se conseguia novas perspectivas no fundamento desse assunto, pra ter certeza se eu estou seguindo a área certa”, disse a aluna do terceiro semestre de Jornalismo. 

 

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