Saúde
‘Pandemia’ de AIDS volta a alarmar o mundo
Corte dos EUA pode causar 6,3 milhões de mortes por HIV

Por: Isabelle Strumillo e Caroline Barbosa

Donald Trump diminui verbas em programa de saúde  | FreePik

Donald Trump diminui verbas em programa de saúde  | FreePik

Nesta segunda-feira (24), o UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids) emitiu alerta sobre um preocupante retrocesso no combate global ao vírus HIV. Segundo estimativa da diretora executiva do programa, Winnie Byanyima, o corte de investimento por parte do governo norte-americano pode resultar em 2.000 novas infecções diárias em todo o mundo, o que representa um aumento dez vezes maior nas mortes relacionadas à doença, desde os números registrados nas décadas de 1990 e 2000, o equivalente a 6,3 milhões de óbitos.

Poucos dias após a sua reeleição, em 20 de janeiro, Donald Trump (Republicanos) paralisou a distribuição de medicamentos comprados com auxílio dos Estados Unidos aos países pobres. Reconhecidos historicamente como os maiores doadores de ajuda humanitária para o programa, a diretora do UNAIDS afirmou, em coletiva de imprensa, que a retirada repentina do financiamento dos Estados Unidos está fechando muitas clínicas e forçando a demissão de milhares de profissionais de saúde. “Tudo isso significa que esperamos ver o aumento de novas infecções.”

A falta de recursos ameaça reverter décadas de progresso no combate à epidemia, por isso, em um apelo direto ao presidente, Winnie argumentou que o financiamento não apenas salvaria vidas, mas também movimentaria a economia da maior potência do mundo. Caso contrário, se não for retomada uma alta participação financeira de algum Estado, o impacto pode ser devastador, avalia a especialista.

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