A oficina “Atividade de Captura de Movimento”, ministrada por Orlando Orlandi, na III Semana da Comunicação trouxe uma visão geral sobre o funcionamento da tecnologia de motion capture e suas aplicações em diferentes áreas. Durante a atividade programada para quarta-feira (15), foram apresentados equipamentos como câmeras infravermelhas, de profundidade e sistemas de captura facial. O palestrante destacou que a qualidade dos dados depende de fatores como precisão e latência.
“Hoje, a gente consegue trabalhar com uma precisão muito alta e praticamente em tempo real”, explicou Orlandi.
O especialista também ressaltou a importância da estrutura para a captura em três dimensões. “Uma única câmera não resolve. Para ter um resultado em 3D, você precisa de pelo menos duas câmeras bem calibradas e alinhadas”, afirmou. A tecnologia é utilizada em setores como medicina, biomecânica, esportes, indústria e entretenimento. Entre os exemplos citados, estão análises de desempenho de atletas, estudos clínicos e a criação de personagens digitais para filmes, jogos e transmissões ao vivo.
Também foram apresentados casos práticos de uso em eventos, com a criação de avatares digitais em tempo real. Segundo o palestrante, esse tipo de aplicação tem crescido pela capacidade de engajar o público. “Quando você coloca um personagem interagindo ao vivo, o nível de atenção das pessoas muda completamente”, destacou.

Tecnologia apresentada aos alunos é utilizada em setores como medicina, biomecânica, esportes, indústria e entretenimento | Renato Dutra
Ao abordar o avanço da inteligência artificial, Orlandi pontuou que, apesar da automatização, ainda há limitações. “A IA ajuda muito, mas ainda não substitui a presença humana, principalmente em situações ao vivo”, disse. Por fim, ele reforçou a necessidade de adaptação dos profissionais ao novo cenário tecnológico. “O mercado está mudando rápido. Quem souber usar essas ferramentas vai sair na frente”, concluiu.