Saúde
Mpox: OMS relata que ‘não há motivo de alarde, mas sim de alerta’
Ministério da Saúde reforça alerta após 836 casos

País já se aproxima do número de casos registrados da doença em 2023 | Foto: tashmetova808/Adobe Stock

O Ministério da Saúde elegeu como prioridade a atenção no controle da propagação do mpox no Brasil (doença causada pelo vírus mpox, popularmente conhecida como varíola do macaco). Após o alerta de Emergência de Saúde Pública Internacional, o órgão instalou o Centro de Operações de Emergência em Saúde (COE), focado na vigilância da propagação da doença.

Na última terça-feira (27), o governo federal divulgou novos casos confirmados ou prováveis de mpox desde o início de 2024. Do total, 427 registros foram no Estado de São Paulo, 194 no Rio de Janeiro, 50 em Minas Gerais e 35 na Bahia. Não houve registros de mortes em decorrência da mpox no país até o momento e nem casos do novo subtipo do vírus, mas as autoridades de saúde reforçam os cuidados para a não disseminação da doença.

O ministério informou ainda que estão sendo enviados relatórios para a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), ligada à OMS (Organização Mundial da Saúde), e tem feito treinamentos para agentes e parceiros do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil. Apesar de apresentar sinais de estabilidade e controle, é necessário manter um estado de alerta em relação ao vírus. Para isso, os sistemas de vigilância de casos e dos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens), para coleta e execução de exames diagnósticos, estão trabalhando prontos para dar resposta à doença.

SINTOMAS – Segundo a Agência Brasil, os indícios da mpox podem se assemelhar ao da catapora (erupções cutâneas ou lesões na pele, cansaço, mal estar, dores de cabeça e febre) e podem deixar a população em dúvida em qual seria a doença. A diferença entre as doenças é perceptível nas feridas que são causadas na pele: na mpox elas aparecem todas de uma vez, já as feridas da catapora aparecem em “ondas”.

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