Política
Ministro do TSE restringe campanha digital de Renan Santos
Segundo o TSE, candidato omitiu 16 perfis nas redes sociais; presidenciável disse que está sendo prejudicado devido a manifestações passadas

Por: Beatriz de Almeida e Agência Brasil

Renan Santos em coletiva de imprensa pós decisão do TSE- Crédito: Paulo Pinto/ Agência Brasil

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, suspendeu a campanha digital de Renan Santos (Missão) à Presidência. A decisão restringe a participação do presidenciável a debates e vetou a utilização de recursos do fundo eleitoral.

Segundo o magistrado, o partido do presidenciável omitiu da Justiça Eleitoral 16 perfis de propaganda nas redes sociais. Na decisão, Toffoli pontuou que os perfis ligados à Renan foram informados 12 dias após o prazo de registro da candidatura.

A medida está ligada às regras da legislação eleitoral para a propaganda na internet, que exige que os candidatos registrem os perfis oficiais da campanha. Devem ser informados à Justiça Eleitoral todos os perfis oficiais que serão utilizados para divulgação da campanha, permitindo que os canais oficialmente vinculados possam ser fiscalizados pelos órgãos responsáveis.

“Foi uma inflexão autoritária. Não dá para justificar de maneira racional”, disse Renan Santos, à Agência Brasil. Arthur Rollo, advogado do presidenciável, demonstrou insatisfação com a medida e enfatizou que vão entrar com um pedido de liminar contra a decisão do ministro.

“Em uma campanha de 45 dias, com poucos recursos, dois ou três dias fora são irreversíveis, mas irei ao TSE sustentar nossa posição”, disse Rollo. Segundo a defesa, a campanha não teve direito ao contraditório.

 

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