Com Agência Brasil

Líder indígena Marçal de Souza Tupã-Y | Imagem: Arquivo / MST
Marçal de Souza Tupã-Y foi anistiado na última sexta-feira (27), 43 anos após a morte. Uma decisão unânime da Comissão de Anistia foi concedida de acordo com a lei que absolve pessoas que foram condenadas com motivações políticas na época ditatorial do Brasil entre 1946-1988.
Marçal foi postumamente considerado um herói nacional brasileiro, líder indígena brasileiro da etnia Guarani-Kaiowá e pioneiro do movimento indígena no Brasil. Segundo a sua filha, Edna Silva de Souza, ele dizia: “Eu sou uma pessoa marcada para morrer, mas por uma causa justa a gente morre”, e ele morreu pelo seu povo, afirma Edna.
A ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Macaé Evaristo, pediu desculpas em nome do Estado brasileiro durante o julgamento e agradeceu a perseverança de Marçal, sua família e companheiros contra o Estado ditatorial e em favor da democracia.
O pedido foi solicitado pela família e ativistas desde 2023 com a expectativa de que a anistia contribua para dar mais visibilidade e reconhecimento na luta e resistência de Marçal, além de destacar também o histórico de violência que os povos originários sofreram durante o regime militar.