As forças armadas de Israel realizaram na última quarta-feira (8) uma série de intensos ataques contra o Hezbollah no Líbano. Os bombardeios geraram um choque na diplomacia já frágil com o Irã, que tinha acordado junto com Israel e Estados Unidos um cessar-fogo de 2 semanas e a volta do tráfego seguro de navios no estreito de Ormuz.
O governo iraniano condenou os ataques, dizendo que o Líbano também era um dos países que fariam parte do cessar-fogo. O primeiro-ministro do Paquistão Shehbaz Sharif, um dos importantes intermediários das negociações entre os Estados Unidos e Irã, afirmou que o Líbano estava no acordo. Estados Unidos e Israel negaram as informações e o vice-presidente americano, JD Vance, afirmou que se tratou de um “mal-entendido legítimo’’.
Este foi o maior ataque de Israel contra o Hezbollah desde 2024, afirmou o chefe de defesa israelense Israel Katz. As ações deixaram 254 mortos e 1.100 feridos no país, e maior parte dos ataques ocorreu em áreas civis do país inteiro.
Os bombardeios retomaram a tensão na região, com o Irã criticando as violações e evidenciando uma postura hostil. “A continuação dessas ações (ataques) tornará as negociações sem sentido. Nossas mãos permanecem no gatilho’’, afirmou o Masoud Pezeshkian, presidente do Irã.