Cultura
‘Emergência Radioativa’: nova série da Netflix gera críticas de sobreviventes
Produção que traz a história sobre o caso do césio-137 está entre as mais vistas da plataforma, após polêmica entre vítimas

Por: Robin G. Santana

Emergência Radioativa: Enzo Ignácio (Claudinei), Mariana da Silva (Celeste), Marina Merlino (Catarina) e Alan Rocha (João)/ Crédito:Divulgação/Netflix

A Netflix lançou nesta semana a minissérie de cinco episódios ‘Emergência Radioativa’, que conta a  história de um dos casos mais emblemáticos do Brasil de 1987, um dono de ferro-velho que comprou uma máquina de radioterapia e ficou encantado com o brilho azulado que saía dela.  O elenco é formado por Johnny Massaro, Leandra Leal e Paulo Gorgulho.

A série mistura fatos com ficçãos para criar uma narrativa impactante, mas antes mesmo de ser lançada, já virou alvo de críticas dos sobreviventes. O caso de césio-137 em Goiânia (GO) carrega estigmas e preconceitos, além de a cidade ter perdido patrimônios e a população sofrer com impactos psicológicos até hoje. As críticas decorrem justamente da falta de consulta aos sobreviventes durante o desenvolvimento da série, acusada de esvaziar as histórias das vítimas. 

Quem foi Leide das Neves Ferreira?

A Netflix utilizou uma das vítimas mais emblemáticas do caso, Leide das Neves Ferreira, garota de 6 anos que teve contato direto com Césio, se alimentando com as mãos contaminadas e morrendo uma semana depois do ocorrido.

Em ‘Emergência Radioativa’, a produção da Netflix optou por mudar o nome da personagem para Celeste. O destaque para a vítima vem da recriação das manifestações que ocorrem pela população para impedir o enterro da garota, temendo maior contaminação por radiação.

O que foi o caso?

O caso ocorreu depois que dois catadores de materiais recicláveis encontraram um aparelho de radioterapia desativado e o abriram para retirar a cápsula de chumbo que protegia o material radioativo, o césio-137

Em seguida, Devair Alves Pereira, dono de um ferro-velho, comprou o equipamento, já sem a devida proteção. Com isso, o conteúdo radioativo começou a vazar. O material, que emitia um brilho azul no escuro, despertou a curiosidade de diversos moradores e acabou provocando quatro mortes, além de contaminar mais de mil pessoas.

 

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