Com Agência Fapesp
Pesquisadores brasileiros desenvolveram um sensor capaz de detectar o principal marcador biológico do câncer de pâncreas ainda nos estágios iniciais. O dispositivo identifica a molécula CA19-9 da doença em baixas quantidades no sangue do paciente, oferecendo uma alternativa acessível e rápida.
A professora do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP) e coordenadora do projeto, Débora Gonçalves, afirma que a ideia de desenvolver esse biossensor simples e barato surge do princípio de dar acesso à descoberta dessa doença, tendo em vista que nos estágios iniciais, o câncer de pâncreas é assintomático, o que faz com que seja identificado, na maioria das vezes, tardiamente.

Trabalho dos pesquisadores para desenvolver uma solução rápida e barata continua ao desenvolver outros dois sensores, com detecção diferentes | Agência FAPESP
O câncer de pâncreas costuma ser identificado por meio de ensaio imunoenzimático (Elisa), que exige laboratórios equipados, mão de obra qualificada e tempo de processamento longo, quando comparado aos biossensores. O objetivo da pesquisa foi criar uma ferramenta de rastreio de baixo custo que facilite o acesso da população ao diagnóstico precoce, aumentando significativamente as chances de sucesso terapêutico.