Cotidiano
Limite de R$ 500 do Pix por aproximação deixa de valer; entenda
O Banco Central acaba com o teto de R$ 500 no Pix por aproximação

Por: Thiago Salim, Eric de Carvalho e Agência Brasil

Pessoa realizando pix | Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil

O Pix por aproximação não tem mais o limite fixo de R$ 500 por transação. A mudança, em vigor desde quinta-feira (1º), foi determinada pelo Banco Central (BC) para todos os clientes. Quem quiser pode pedir ao banco um limite maior ou menor, conforme a sua necessidade.

Além do pagamento por aproximação, a regra vale para transações feitas por QR Code, por chaves de acesso e pela jornada sem redirecionamento (JSR) – que permite concluir pagamentos no direto no site ou aplicativo da loja por meio do Open Finance, sistema de compartilhamento de dados entre instituições financeiras.

Na prática:

  • O teto fixo de R$ 500 por transação deixa de existir;
  • O cliente pode solicitar aumento ou redução do limite;
  • É possível pagar mais de R$ 500, desde que o valor esteja dentro do limite da conta;
  • Os bancos devem oferecer, no aplicativo, uma ferramenta para gerenciar esse limite;
  • As regras gerais de segurança do Pix continuam valendo.

O BC não criou um novo teto único para substituir os R$ 500. O limite de cada cliente depende das configurações de segurança do banco e dos valores definidos para a conta.

Se o seu limite permitir, você poderá pagar R$ 600 ou R$ 1 mil por aproximação. Mas isso não é automático, e o fim do teto não libera pagamentos de qualquer valor.

A alteração é feita pelo aplicativo do seu banco. O passo a passo varia entre as instituições, mas costuma seguir esta lógica:

  1. Abra o aplicativo do banco;
  2. Entre nas configurações do Pix;
  3. Procure a área de limites ou de gerenciamento do Pix por aproximação;
  4. Solicite o aumento ou a redução do valor permitido;
  5. Conclua a autenticação exigida pelo banco.

A modalidade usa a tecnologia NFC (vale ressaltar que nem todos os aparelhos tem essa função disponível), que permite a comunicação entre o celular e a maquininha sem digitar dados. Ela está disponível desde fevereiro de 2025 e pode ser usada pelo app do banco ou por carteiras digitais compatíveis.

Para ativar na carteira digital:

  1. Abra a carteira digital do celular;
  2. Escolha a opção de vincular uma conta;
  3. O aplicativo do banco será aberto;
  4. utorize a vinculação do Pix por aproximação.

Para pagar:

  1. Avise ao estabelecimento que o pagamento será via Pix;
  2. Confira os dados e o valor da cobrança;
  3. Aproxime o celular da maquininha;
  4. Faça a autenticação pedida;
  5. Confirme o pagamento.

O processo é parecido com o de um cartão cadastrado no celular. Dependendo da configuração do banco e da carteira, a autenticação pode ser exigida antes da conclusão.

Retirar o teto de R$ 500 não elimina os mecanismos de proteção contra movimentações suspeitas.

Criado pelo Banco Central em março de 2020, o Pix se tornou um dos principais meios de pagamento do país. Em agosto, movimentou mais de R$ 3,73 trilhões em cerca de 8,11 bilhões de transações.

Já o Pix por aproximação ainda acaba sendo pouco utilizado: foram apenas 2 milhões de operações em agosto, que quivale a 0,06% do total do mês. Porém vale resaltar que o crescimento, é expressivo. Em janeiro, a modalidade havia somado 1,06 milhão de transações.

Perguntas frequentes

O Pix por aproximação ainda tem limite?
Sim. O teto que era fixo de R$ 500 acabou, mas o limite ainda continua existindo.

Posso pagar mais de R$ 500 por aproximação?
Pode, se o limite da sua conta permitir. Você pode pedir o aumento pelo aplicativo do banco, o valor varia mediante análise da imstituição

Posso diminuir o limite?
Sim. Tanto reduzir quanto aumentar o limite é permitido pelas instituições, o que ajuda quem busca mais segurança.

Desde quando o Pix por aproximação existe?
Está disponível desde o dia 28 de fevereiro de 2025.

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