
Pessoa realizando pix | Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil
O Pix por aproximação não tem mais o limite fixo de R$ 500 por transação. A mudança, em vigor desde quinta-feira (1º), foi determinada pelo Banco Central (BC) para todos os clientes. Quem quiser pode pedir ao banco um limite maior ou menor, conforme a sua necessidade.
Além do pagamento por aproximação, a regra vale para transações feitas por QR Code, por chaves de acesso e pela jornada sem redirecionamento (JSR) – que permite concluir pagamentos no direto no site ou aplicativo da loja por meio do Open Finance, sistema de compartilhamento de dados entre instituições financeiras.
Na prática:
- O teto fixo de R$ 500 por transação deixa de existir;
- O cliente pode solicitar aumento ou redução do limite;
- É possível pagar mais de R$ 500, desde que o valor esteja dentro do limite da conta;
- Os bancos devem oferecer, no aplicativo, uma ferramenta para gerenciar esse limite;
- As regras gerais de segurança do Pix continuam valendo.
O BC não criou um novo teto único para substituir os R$ 500. O limite de cada cliente depende das configurações de segurança do banco e dos valores definidos para a conta.
Se o seu limite permitir, você poderá pagar R$ 600 ou R$ 1 mil por aproximação. Mas isso não é automático, e o fim do teto não libera pagamentos de qualquer valor.
A alteração é feita pelo aplicativo do seu banco. O passo a passo varia entre as instituições, mas costuma seguir esta lógica:
- Abra o aplicativo do banco;
- Entre nas configurações do Pix;
- Procure a área de limites ou de gerenciamento do Pix por aproximação;
- Solicite o aumento ou a redução do valor permitido;
- Conclua a autenticação exigida pelo banco.
A modalidade usa a tecnologia NFC (vale ressaltar que nem todos os aparelhos tem essa função disponível), que permite a comunicação entre o celular e a maquininha sem digitar dados. Ela está disponível desde fevereiro de 2025 e pode ser usada pelo app do banco ou por carteiras digitais compatíveis.
Para ativar na carteira digital:
- Abra a carteira digital do celular;
- Escolha a opção de vincular uma conta;
- O aplicativo do banco será aberto;
- utorize a vinculação do Pix por aproximação.
Para pagar:
- Avise ao estabelecimento que o pagamento será via Pix;
- Confira os dados e o valor da cobrança;
- Aproxime o celular da maquininha;
- Faça a autenticação pedida;
- Confirme o pagamento.
O processo é parecido com o de um cartão cadastrado no celular. Dependendo da configuração do banco e da carteira, a autenticação pode ser exigida antes da conclusão.
Retirar o teto de R$ 500 não elimina os mecanismos de proteção contra movimentações suspeitas.
Criado pelo Banco Central em março de 2020, o Pix se tornou um dos principais meios de pagamento do país. Em agosto, movimentou mais de R$ 3,73 trilhões em cerca de 8,11 bilhões de transações.
Já o Pix por aproximação ainda acaba sendo pouco utilizado: foram apenas 2 milhões de operações em agosto, que quivale a 0,06% do total do mês. Porém vale resaltar que o crescimento, é expressivo. Em janeiro, a modalidade havia somado 1,06 milhão de transações.
Perguntas frequentes
O Pix por aproximação ainda tem limite?
Sim. O teto que era fixo de R$ 500 acabou, mas o limite ainda continua existindo.
Posso pagar mais de R$ 500 por aproximação?
Pode, se o limite da sua conta permitir. Você pode pedir o aumento pelo aplicativo do banco, o valor varia mediante análise da imstituição
Posso diminuir o limite?
Sim. Tanto reduzir quanto aumentar o limite é permitido pelas instituições, o que ajuda quem busca mais segurança.
Desde quando o Pix por aproximação existe?
Está disponível desde o dia 28 de fevereiro de 2025.