
O Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) é realizado a cada três anos — Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O Brasil melhorou o desempenho na educação básica, segundo resultados divulgados nesta terça-feira (8) pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA). Mesmo com o avanço, a média brasileira continua abaixo da registrada pelos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A avaliação mede o conhecimento de estudantes de 15 anos em matemática, ciências e leitura.
Em relação aos outros membros da OCDE, o Brasil segue mais de quatro anos atrasado em matemática, mas a média de 2025 permanece estável em relação a 2022. Foram avaliados cerca de 30 mil estudantes brasileiros, que obtiveram 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências. Na mesma ordem, a média de 23 países da OCDE ficou em 466 pontos em leitura, 469 em matemática e 486 em ciências.
Outro índice avaliado foi a usabilidade de celulares nas escolas. Nesse quesito, 81% dos estudantes afirmaram ter algum tipo de restrição ao uso dos dispositivos durante as aulas. A média é maior que a registrada na OCDE, de 49%.
A percepção dos jovens sobre a educação também vem mudando. Cerca de 16% consideram a escola uma perda de tempo, percentual inferior ao registrado anteriormente e à média dos países da OCDE, de 24%. Ao mesmo tempo, os indicadores mostram que estudantes que rejeitam a ideia de que a escola é uma perda de tempo obtêm cerca de 35 pontos a mais em ciências do que os demais alunos.
Além disso, os estudantes brasileiros estão entre os mais engajados com o meio ambiente. Mais de 80% avaliam que podem gerar impactos positivos para o planeta e confiam na força coletiva para enfrentar os problemas ambientais. Outros 77% afirmam saber trabalhar em grupo para promover mudanças positivas.