O trânsito da cidade de São Paulo registrou, em março, o mês mais violento da série histórica iniciada em 2015, com 95 mortes. Os dados, divulgados pelo Infosiga, sistema que monitora acidentes em todo o estado, indicam um agravamento significativo na segurança viária da capital paulista. O número representa um recorde negativo e reforça a preocupação de autoridades e especialistas diante do aumento de ocorrências fatais em vias urbanas, especialmente em regiões de grande circulação.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_cf9d035bf26b4646b105bd958f32089d/internal_photos/bs/2021/e/R/gSPPBXTC6dO3lVwwNT7g/catsvaii.jpg)
Reproodução : Getty Images
No acumulado do primeiro trimestre, foram registradas 225 mortes, configurando o pior resultado para o período em dez anos — ficando atrás apenas dos índices observados em 2015 e 2016. Entre as principais causas, os atropelamentos se destacam de forma preocupante: somente em março, 42 pedestres morreram, evidenciando a vulnerabilidade desse grupo no trânsito paulistano. Fatores como excesso de velocidade, desrespeito à sinalização e falta de atenção de motoristas e pedestres são apontados como determinantes para o aumento desses índices.

Reprodução: TecFil
Nos últimos 12 meses, mais de mil pessoas perderam a vida em acidentes de trânsito na capital, que também registrou cerca de 26 mil ocorrências no período. A taxa de mortalidade chegou a 9,7 mortes por 100 mil habitantes, superando inclusive os índices de homicídio na cidade. Além do impacto social, os acidentes geram custos estimados em quase R$ 3 bilhões ao ano, afetando diretamente os cofres públicos e o sistema de saúde. Diante desse cenário, especialistas reforçam a necessidade de intensificar a fiscalização, investir em infraestrutura urbana e ampliar campanhas de conscientização para reduzir os riscos e evitar novos recordes negativos.