O ator e educador Helderson Mariani, apresentou a oficina “A Mentira-Verdade do Ator” durante a III Semana da Comunicação da FAPCOM, na quarta-feira (15). Utilizando músicas de sua playlist, o mestre em Filosofia criou uma atmosfera com diferentes dinâmicas de conexões que aprendeu no livro “Improvisação para o teatro”, escrito pela biógrafa norte-americana Viola Spolin.

‘Ator é aquele que consegue trazer, por meio da arte, mais daquilo que ele já é’, diz Helder | Samira Haddad
Durante a atividade, houve uma pluralidade de exercícios grupais e pessoais, consolidando práticas de reconhecimento e atuação. Em uma das dinâmicas, Helder propôs que os participantes se movimentassem no local a fim de experienciar o ambiente, andando lentamente para que se possa estudar todos os movimentos do corpo. Ele explicou, por meio do livro de Spolin, que a definição de talento consiste na capacidade individual de experienciar, penetrar no ambiente, e envolver-se total e organicamente nisso.
“Você pode nascer com talento, um dom, mas se não existe essa abertura, não é um talento, o que importa é essa disponibilidade de viver essa experiência. Então todos vocês são muito talentosos, porque se disponibilizaram para isso”, completa Helder.
Em meio a diversas atividades criativas, a que mais chamou atenção dos jovens em sala foi a dinâmica do espelho, um exercício clássico de atuação, onde dois participantes ficaram de frente um para o outro: um iniciava movimentos lentos e fluidos, enquanto o outro o imitava simultaneamente como um reflexo. Como resposta à dinâmica, um dos integrantes da oficina realizou uma analogia positiva da experiência com o jornalismo.
“No jornal, você entra em um modo introspectivo de relaxamento, precisa estar concentrado em si mesmo para passar a notícia. É meio que a história do espelho, você tem que fazer com que o ouvinte se conecte com a sua informação, assim como os corpos estão conectados, eu vejo muito o teatro no jornalismo, teatro é o pai de todos, é a base”, finalizou o professor.