
Marca de azeite Afonso / Foto: Divulgação
O governo federal determinou, nesta quarta-feira (8/4), a proibição imediata da venda do azeite da marca Afonso em todo o País, após identificar irregularidades graves, incluindo origem desconhecida do produto e problemas na empresa importadora. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e anunciada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A decisão abrange a suspensão total da comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso do produto “azeite de oliva virgem extra – Afonso”. A ação também prevê a apreensão dos itens e a retirada do mercado.
Origem desconhecida e empresa irregular
De acordo com a Anvisa, o azeite apresenta inconsistências na procedência. No rótulo, a importadora indicada é a empresa Comércio de Gêneros Alimentícios Cotinga Ltda., que está com o CNPJ irregular na Receita Federal desde agosto de 2024.
Além disso, uma inspeção realizada pela Vigilância Sanitária de Curitiba apontou que a empresa não opera mais no endereço informado, levantando suspeitas sobre a cadeia de distribuição do produto.
Outro fator decisivo para a proibição foi o resultado insatisfatório em testes laboratoriais. O azeite foi reprovado na análise do índice de refração, um dos principais parâmetros usados para verificar a autenticidade e pureza do produto.
Diante das irregularidades, as autoridades sanitárias reforçam o alerta aos consumidores e orientam que o produto não seja adquirido nem consumido.