Direitos Humanos
‘A sociedade não pode tolerar que mulheres sejam caladas’, diz sobrevivente de tentativa de feminicídio
Em pronunciamento, Alana Alísio informa sobre audiência do caso e convoca apoio popular para uma manifestação

Por: Fernanda Helena, Letícia Marson e Vitória Araújo

Com Agência Brasil

Vítima abre mão da privacidade para pedir Justiça | Agência Brasil

Um mês após ter obtido alta no hospital, Alana Alísio Rosa, que sobreviveu a uma tentativa de feminicídio, se pronunciou pela primeira vez neste domingo (5). O caso ocorreu após a vítima recusar namorar com Luiz Felipe Sampaio, que invadiu a casa da jovem para realizar o crime.

Em vídeo divulgado nas mídias sociais, Alana convocou todos para comparecer ao Fórum Regional de Alcântara, em São Gonçalo (RJ), no dia 15 de abril, a partir das 14h, para a primeira audiência do caso. Ela ressalta a importância de punição devida para o crime e reforçou que o agressor deve receber a pena mais dura possível.

“A sociedade não pode tolerar que mulheres sejam caladas e que o nosso ‘não’ não seja aceito”, falou Alana em suas redes sociais.

Relembre o caso 

No dia 06 de fevereiro, a estudante Alana Anísio, de 20 anos, foi esfaqueada 15 vezes dentro de casa, em São Gonçalo, Rio de Janeiro. O caso ocorreu após a jovem recusar presentes e mensagens do agressor e alegou a ele, de maneira educada, que estava concentrada nos estudos e tinha o objetivo de passar no vestibular de medicina. Mesmo após a rejeição, ele enviou mensagens até o dia do crime. A família da vítima relata que eles não tinham nenhuma relação e nem eram próximos.

“Relembro a todas que nós mulheres não estamos seguras na rua, nem no trabalho, na academia e nem na nossa própria casa, lugar onde a gente deveria estar segura”, afirma Alana.

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