De acordo com pesquisa semanal feita pelo Banco Central, divulgada nesta segunda-feira (6), a previsão do mercado financeiro para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que segue como maior referência de inflação no país, indicou que a inflação passará de 4,31% a 4,36%. O Conselho Monetário Nacional estabeleceu a meta de tolerância entre 1,5% como menor taxa e 4,5% como máximo deste ano. Em decorrência da guerra no Oriente Médio, a inflação é prevista para permanecer alta. Contudo, na próxima quinta-feira (9), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgará a taxa de inflação de março.
TAXA SELIC – A taxa de juros Selic está definida atualmente em 14,75% por ano pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do BC. Entre setembro de 2024 e junho de 2025, a taxa Selic foi elevada sete vezes seguidas. Após os ajustes, havia indicação de início de um ciclo de redução, porém devido aos conflitos ocorridos no Oriente Médio, o Banco Central considera rever o ciclo de baixa caso assim seja necessário. A finalidade do aumento da taxa de juros é manter a demanda aquecida, refletindo nos preços. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, fazendo com que mesmo as taxas mais altas podem dificultar o crescimento da economia.

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Para os próximos dois anos, a previsão é que a taxa seja reduzida entre 10,5% e 10% ao ano. Quando a Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, incentivando a produção e o consumo, estimulando a atividade econômica e diminuindo o controle sobre a inflação. Apesar de representar o quinto ano consecutivo de crescimento, o boletim do Banco Central informou que as instituições financeiras estimavam que o crescimento da economia brasileira neste ano permaneceria em 1,85%. A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto), a soma dos bens e serviços produzidos no país, ficou em 1,8%, em 2027. Porém, para os dois anos seguintes, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2%.