Comportamento
ECA Digital avança e reacende debate sobre impacto de vídeos curtos
Brasil avança na regularização das redes, mas vício precoce ainda é um problema

Por: Gabriel de Brito, Pablo Pateis e João Marcelo Aguilera

Com Agência Brasil

Legislação brasileira proíbe o uso de celulares na escola | Joédson Alves/Agência Brasil

A ampliação do ECA digital, cujo objetivo é garantir que a criança só acesse conteúdos próprios para a sua idade no ambiente digital, traz uma pauta mais estudada nos países desenvolvidos, conforme mostraram estudos realizados numa área rural da China. Segundo Lusa Wang Wei, acadêmica da área da Psicologia Educacional da Universidade de Macau (UM), “quanto mais os estudantes consomem vídeos curtos, menos se envolvem com a escola.” 

No Brasil, a lei Lei nº 15.100/2025 proíbe o uso de celulares na escola e, atualmente, algumas faculdades começaram a fazer o mesmo dentro das salas de aula. Isso se deve ao impacto negativo e a atenção que os vídeos curtos geram a todos, justamente porque estão disponíveis, de forma gratuita, em qualquer hora e em qualquer lugar.

Esses comportamentos de dependência têm frequente origem de um “propósito funcional”, explicou Anise Wu Man Sze, professora de Psicologia na Faculdade de Ciências Sociais da UM. O estímulo bruto, sem narrativa e sem lógica, capturam a atenção de forma artificial, desregulando a motivação e o foco.

Por enquanto, não se tem previsões para leis mais severas em relação ao uso descontrolado de redes sociais por crianças e adolescentes, que possam regularizar o tempo gasto com vídeos curtos por um longo período diário, tendo em vista que isso influencia diretamente no desenvolvimento desses jovens.

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