Com Agência Brasil
Na última quarta-feira (25), o CREA (Centre for Research on Energy and Clean Air), em parceria com o Instituto Internacional Arayara, divulgou pesquisa no sul do país e apontou que as atividades do complexo carbonífero de Candiota podem provocar até 1,3 mil mortes em 23 anos.
Segundo o estudo, a queima do carvão mineral brasileiro libera grandes quantidades de poluentes. As emissões também surgem durante a extração do carvão, manuseio e transporte, processos que levam à exposição cumulativa pelas populações do entorno.
“O carvão não é um contribuinte significativo para a matriz energética do Brasil, mas seus impactos negativos são desproporcionalmente altos”, disse Vera Tattari, analista do CREA e principal autora do relatório.

Efeitos podem se estender para países da América do Sul | Divulgação: Ibama
A pesquisa mostra que o carvão está associado a piora dos sintomas de asma e, consequentemente, ao aumento das idas aos hospitais. Além dos efeitos diretos, os dados também sinalizam uma previsão de 510 milhões de dias de faltas no trabalho por motivos de saúde relacionados ao carvão.
Os pesquisadores levaram em conta as 430 mortes que ocorreram no período entre 2017 e 2025 e estipulam mais 870 previstas entre 2026 e 2040.