Cotidiano
Deputada acusada de “blackface” se declarou parda nas eleições de 2022

A deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP), acusada de praticar “blackface” na
Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), declarou-se parda nas
eleições de 2022. Dois anos antes, em 2020, a parlamentar havia se identificado
como branca.

A informação ganhou repercussão após o episódio ocorrido nesta quarta-feira (18),
quando Fabiana pintou o rosto e os braços com tinta marrom e afirmou que “se
pintar de negra não a faz negra”.

A ação foi interrompida pela deputada Mônica Seixas (PSOL), que acusou a
parlamentar de racismo e registrou boletim de ocorrência na Delegacia de Crimes
Raciais e Delitos de Intolerância.

Mudança na autodeclaração

A alteração na autodeclaração racial de Fabiana passou a ser questionada após a
repercussão do caso. Em 2022, ao disputar o cargo, Fabiana Bolsonaro recebeu
mais de R$ 1 milhão do fundo eleitoral e foi eleita com 65.497 votos.

 

Antes disso, ela já havia sido vice-prefeita de Barrinhas, no interior de São Paulo,
onde se tornou a mulher mais jovem a ocupar o cargo.
Fabiana é filha de Adilson Barroso, suplente da deputada federal Carla Zambelli
(PL-SP).

 


Apesar do sobrenome, ela não possui parentesco com o ex-presidente Jair
Bolsonaro, tendo adotado o nome como forma de alinhamento político.

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