Comportamento
Outono ‘inimigo’ do minimalismo: saiba por que estação estimula o consumismo
Nova sazonalidade começa nesta sexta-feira (20), trazendo temperaturas mais amenas e aumento nos gastos

Por: Sofia Magalhães

População começa a renovar o guarda-roupa de acordo com as trends das redes sociais / Crédito: Freepik

Após um verão ameno e sem muito sol, o outono começa nesta sexta-feira (20) e promete a transição da umidade para temperaturas mais secas e geladas. Enquanto isso, o brasileiro, calorento de nascença, já começa a se preparar para gastar tempo – e dinheiro -, em nome do conforto.

Transição entre o calor e o frio, a sazonalidade marca presença nos hábitos de consumo do outono, porque, acostumada com a letargia do mormaço, a população procura alternativas que ofereçam aconchego, ou seja, experiências gastronômicas e tecidos quentes quando os termômetros descem um pouco.

Roupas como sinônimo de status

Ao rolar o feed de redes sociais como Instagram e TikTok, é cada vez mais comum se deparar com influenciadores de moda ditando as tendências da vez. 

Mas, diferente do guarda-roupa mais leve (e com menos pano), o outono chega com a promessa de uma maior variedade de estilos: não é apenas um calça e um casaco, é um cachecol, uma boina, polainas, botas, sobretudos, suéter, cardigan, cachecol, meia calça e mais tantas outras peças.

Mina Cris, criadora de conteúdo digital – Reprodução/Instagram

Com tantas opções, é impossível não comprar apenas uma coisa. O consumidor quer participar das trends, se vestir da mesma forma que seu criador de conteúdo favorito, e que possui um closet enorme, se veste. Mas além disso, as pessoas desejam ser vistas com uma roupa bonita e alguém com o poder de sustentar os gastos, é quase instintivo. 

Comida também é luxo?

Procura por aconchego estimula consumo de bebidas quentes – Crédito: Freepik

A influência do outono não se limita apenas ao vestuário. Restaurantes com pratos elaborados chamam a atenção e o consumo de bebidas quentes, como chás e cafés também cresce. Nos dias mais frios, programas em ambientes acolhedores e fora de casa estimulam as pessoas a gastarem mais. Consumir é uma extensão da estação. 

Em uma realidade em que a comida virou um item de luxo – com glosses labiais saborizados e sobremesas de pistache e leite em pó vendidas por até R$ 2.300 -, estabelecimentos cobram até por opções simples, como sopas e caldos.

Para evitar gastos excessivos, é indicado escolher bem quando sair para comer e renovar o guarda-roupa, estabelecendo um valor máximo para cada experiência.

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