Economia
Alta dos combustíveis impulsiona paralisação de caminhoneiros
Governo suspeita de envolvimento bolsonarista em ameaça de greve

Por: Giullia Hartvite e Ana Luiza Vital

Segundo a ANP, o diesel teve o preço médio em R$ 7,35. Crédito: Siarhei Palishchuk | Unsplash

O deputado Pedro Uczai (PT), líder da Câmara dos Deputados, afirmou na última quarta-feira (18) em coletiva de imprensa em Brasília que há influência bolsonarista na greve dos caminhoneiros.

 

A paralisação deve ao aumento dos preços do combustível, ocasionados pela guerra entre EUA e Irã, que afetou o mercado global de petróleo, sem correlação com o presidente da República.

O diesel S-10, tipo de combustível mais utilizado no Brasil, sofreu um aumento de 19,4%, junto com o crescimento de 11,6% nas refinarias da Petrobras, as mesmas que foram vendidas entre 2021 e 2022 durante o governo Bolsonaro.

A paralisação de 2018

A greve de 10 dias organizada pelos caminhoneiros em 2018 foi o maior protesto da classe dos motoristas de carga, e causou o desabastecimento generalizado em todo o país.

Mercados ficaram sem suprimentos básicos, postos sem combustíveis e aeroportos cancelaram voos devido à falta de querosene para aviões. Na época, a principal motivação foi o aumento do valor do diesel pela Petrobras, que buscava se alinhar com o padrão do mercado internacional, subindo em 56,5%.

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