Nesta terça-feira (1º), o ministro Aung Hlaing, chefe da junta militar que governa Myanmar, informou que o número de mortos pelo terremoto subiu para 2.719 pessoas. A previsão é de que a tragédia chegue a três mil óbitos. Segundo Hlaing, ao menos 4.521 pessoas ficaram feridas e 441 estavam desaparecidas.

Templo Budista destruído após o terremoto em Myanmar | Reprodução: “X”
A equipe de organização multilateral de Myanmar relatou em comunicado que houve “destruição generalizada” e comunidades inteiras devastadas pelo sismo. A ONU (Organização das Nações Unidas) afirmou nesta segunda-feira (31) que mesmo após 72h, a magnitude do desastre continua incerta.
“Os hospitais das regiões afetadas estão sobrecarregados e as rotas de comunicação e transporte foram severamente interrompidas. Milhares de pessoas dormem ao relento, temendo tremores secundários e incapazes de regressar às suas casas danificadas” – Comunicado da organização multilateral
A junta militar estabeleceu estado de emergência em seis regiões, incluindo Sagaing, Mandalay e a capital. Em uma ação incomum, a junta solicitou contribuições de qualquer país ou entidade interessada em auxiliar nas operações de resgate. Foi declarado sete dias de luto nacional no país como “reconhecimento da perda de vida e pelos danos causados” pelo abalo. O país já enfrenta problemas de infraestrutura e um sistema de saúde fragilizado por quatro anos de conflito interno.