Política
Projeto de Lei sobre misoginia é alvo de desinformação nas redes
Observatório Lupa diz que fake news cresceram após aprovação do Senado; conteúdo foi motivado por conspirações e uso de IA

Por: Maria Eduarda Bastos dos Santos, Mariana Bezerra Freire e Thayna Lima

Conteúdos reforçam o medo como motor para engajar internautas | Paulo Pinto: Agência Brasil

Com Agência Brasil

Um estudo do Observatório Lupa revela o aumento de notícias falsas sobre o Projeto de Lei da Misoginia (PL 896/2023) em plataformas digitais. O levantamento contabiliza quase 300 mil postagens, com narrativas que distorcem o texto aprovado no Senado para gerar engajamento por meio do medo. O estudo identificou, teorias conspiratórias, narrativas falsas e conteúdos gerados por inteligência artificial.

“As publicações mais virais sobre o PL da Misoginia têm explorado, sobretudo, o medo como motor de engajamento”, afirma o relatório. 

 

Entre as principais mentiras, destacam-se alegações de demissões em massa de mulheres e punições por condutas cotidianas. Alavancado pelo deputado Nikolas Ferreira por meio de um vídeo publicado nas redes sociais que alcançou 751 mil visualizações em 24 horas, a narrativa crescente da restrição da liberdade de expressão e perseguição de grupos políticos e religiosos ganha notoriedade.

O deputado, em conjunto com Flávio Bolsonaro (PL) e o vereador Lucas Pavanato (PL), incentivam diretamente com a cultura “redpill” (narrativa misógina) que coloca o projeto como uma ameaça aos homens, além de sugerir medo de acusações falsas em interações cotidianas. O estudo conclui que “ao ignorar esse contexto, as postagens distorcem o debate e ampliam a desinformação”.

A proposta original altera a Lei do Racismo para incluir crimes de ódio contra o público feminino, mas o debate sofre ataques coordenados que omitem o real objetivo da nova legislação.

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