
Greve de professores pede reajuste acima dos 3% propostos pela prefeitura | CTB
Os professores e servidores da educação municipal de São Paulo decidiram manter a greve, iniciada em 28 de abril, após rejeitarem a proposta de reajuste da prefeitura em assembleia realizada na última quinta-feira (7) . A categoria reivindica um aumento salarial de 14,56% e a atualização de 5,4% no piso do magistério, enquanto a gestão ofereceu 3,51% com base no IPC-Fipe, proposta que já foi aprovada em primeiro turno na Câmara Municipal.
De acordo com a administração municipal, o reajuste proposto terá um impacto superior a R$ 1 bilhão por ano e elevará o salário inicial de um professor com jornada de 40 horas para 5.831,88 reais, valor que a prefeitura destaca estar acima do piso nacional para 2026. No entanto, sindicatos como o Sinpeem, Sinesp e Sindsep criticam a oferta, chamando-a de insuficiente por não cobrir a inflação acumulada de 5,5% (IPCA) e por vir acompanhada de medidas que consideram prejudiciais.
“Querem descer goela abaixo um ‘reajuste’ para o funcionalismo de 3,51% divididos em duas vezes! Esse é o mesmo valor que querem dar aos benefícios de vale-alimentação e auxílio-refeição, muito menores que o aumento do custo das alimentações fora de casa”, diz o Sindsep.
Entre as principais queixas dos servidores estão o aumento da margem de contratação temporária de 20% para 30% e mudanças estruturais na educação infantil que, segundo os sindicatos, poderiam abrir caminho para a privatização do setor. O impasse também chegou à esfera judicial, com uma decisão do Tribunal de Justiça exigindo que as escolas mantenham pelo menos 70% do funcionamento durante a paralisação, sob risco de desconto salarial para quem faltar. Uma nova manifestação e assembleia estão marcadas para o dia 13 de maio, em frente à sede da prefeitura.
“Ausências não justificadas serão descontadas, de acordo com a legislação. A Secretaria Municipal de Educação orienta os responsáveis pelos alunos a acionar a Diretoria Regional de Educação da região em caso de escola sem atendimento”, diz a prefeitura.