Com Agência Brasil

Caso seja considerado culpado, empresário que matou motorista de app pode pegar até 30 anos de prisão | Reprodução: Mídias Sociais
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiu que o empresário Fernando Sastre Filho irá a júri popular pelo caso que resultou na morte de um motorista de aplicativo na capital paulista. O julgamento está marcado para o dia 29 de outubro, no Fórum Criminal da Barra Funda, mas o empresário segue preso preventivamente desde 2024, quando se envolveu em um acidente na Avenida Salim Farah Maluf, na zona leste de São Paulo. Na ocasião, ele dirigia um carro de luxo acima de 100km/h enquanto estava sob efeito de álcool no momento do acidente e colidiu com o veículo conduzido por Orlando da Silva Viana, que morreu no local.
Além da morte da vítima, o caso também deixou um passageiro do carro do empresário gravemente ferido. Com base nas evidências, a Justiça entendeu que há indícios suficientes para que o réu responda por homicídio doloso qualificado, quando há intenção ou assunção do risco de matar, além de lesão corporal grave. Caso seja condenado, o empresário poderá cumprir pena de 12 a 30 anos de prisão, que pode ser aumentada em razão das circunstâncias do crime.
O acidente ocorreu em 31 de março de 2024, e segundo as investigações, o empresário havia consumido bebida alcoólica antes de dirigir. Após a colisão, ele deixou o local com a ajuda de familiares e não realizou o teste do bafômetro naquele momento. A prisão foi decretada dias depois, e o acusado se entregou à polícia após período em que esteve foragido.
COMPORTAMENTO – Dirigir sob efeito de álcool é uma infração gravíssima prevista no Código de Trânsito Brasileiro, e atualmente, a multa é de R$ 2.934,70, além da suspensão do direito de dirigir por 12 meses, em caso de reincidência no período de um ano, o valor dobra, chegando a R$ 5.869,40. Casos como este evidenciam que dirigir alcoolizado não é apenas uma infração administrativa, mas uma escolha que pode resultar em tragédias. No trânsito, comportamentos individuais têm impacto coletivo, e a responsabilidade ao volante vai além da própria segurança, envolvendo a vida de todos ao redor.