Tecnologia
Meta é processada por permitir a circulação de anúncios fraudulentos
Condado de Santa Clara afirma que empresa lucrou US$ 7 bilhões enganando os usuários

Por: Vanessa Marques e Maria Luiza Aquino

Com Reuters

Instagram, Facebook e Whatsapp fazem parte do grupo Meta | Unsplash

Nesta segunda (11), no Tribunal Superior do Condado de Santa Clara, localizado na Califórnia, entrou com um processo contra a Meta Platforms, em nome de todos os residentes do estado, alegando lucro indevido com anúncios no Facebook e Instagram que promoviam golpes com impacto global, enquadrado nas leis da Califórnia como publicidade enganosa e práticas comerciais desleais.

O Condado de Santa Clara alega que a Meta auxiliou materialmente a existência de uma epidemia de fraudes, orientando usuários a anúncios fraudulentos de acordo com suas pesquisas passadas parecidas, a partir da permissão, mesmo contra sanções, de que intermediários vendessem contas para veicular anúncios protegidos. Segundo documentos internos publicados pela agência de notícias Reuters no ano passado, a denúncia afirma que a empresa obteve uma receita anual de cerca de US$ 7 bilhões por meio de anúncios fraudulentos nomeados de “alto risco”. A ação movida busca restituição, indenização por danos civis e uma ordem judicial proibindo a empresa de envolvimento em práticas comerciais desleais. 

Além disso, na ação há a alegação que os sistemas de inteligência artificial generativa da Meta auxilia profissionais de marketing mal intencionados na criação de anúncios para golpes, constatados com teste da Reuters. Para a acusação, o dever da meta era investir em uma ampla repressão aos anunciantes fraudulentos, ao invés de permitir a má conduta e não estabelecer mecanismos que bloqueariam os esforços de redução de golpes.

De acordo com a publicação da Reuters, o procurador do Condado, Tony LoPresti, afirmou que “a escala da má conduta da Meta atingiu um nível extraordinário e precisa parar. Como promotores civis no Vale do Silício, temos o dever especial de responsabilizar as empresas de tecnologia perante a lei.” Entretanto, a empresa Meta rejeitou todas as alegações de que aceita deliberadamente anúncios de golpes visando o aumento do lucro.

 “Combatemos agressivamente a fraude e os golpes porque as pessoas em nossas plataformas não querem esse conteúdo, os anunciantes legítimos não o querem e nós também não”, disse um porta-voz da Meta à agência Reuters.

 

A denúncia de Santa Clara alega que a Meta enganou o público e escondeu seus lucros com essas publicidades, além de analisar essas garantias da Meta como uma suposta má conduta, ao assegurar aos usuários que os esforços contra golpes são sua principal prioridade e que inspeciona rigorosamente os anúncios em busca de violações das políticas da plataforma.

O Conselho do Condado está trabalhando com três escritórios de advocacia: Bernstein, Litowitz, Berger e Grossmann; Renne Public Law Group e Bishop Partnoy, com Santa Clara mantendo controle total sobre as decisões do caso, além disso, os escritórios só receberão pagamento se vencerem o processo.

Visualizações 29 visualizações