Economia
Juros altos impulsionam novo programa contra dívidas
Novo Desenrola busca renegociar R$ 100 bilhões em débitos no país

Por: Millena Nogueira e Miguel Calado

Com Agência Brasil

Juros bancários e taxa Selic pressionam o aumento do endividamento no país | Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo federal lançou, na última segunda-feira (4), o Novo Desenrola, programa que promete regularizar débitos, limpar o nome e recuperar o acesso ao crédito de famílias, estudantes e pequenos empreendedores. A expectativa é negociar cerca de R$ 100 bilhões em dívidas.

A diferença entre os juros que os bancos pagam e os que cobram dos consumidores, somada à elevada taxa básica de juros praticada no Brasil — a Selic —, têm pressionado o aumento do endividamento no país. O nível da taxa tem relação direta com os juros praticados pelos bancos sobre as famílias brasileiras, o que, para a professora de economia da Universidade de Brasília (UnB) Maria Lourdes Mollo, dificulta o funcionamento da economia.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), a taxa Selic foi reduzida para 14,5%, patamar ainda considerado elevado. O BC sustenta que o nível dos juros é necessário para controlar a inflação.

Apesar dos recentes cortes, o Brasil segue entre os países com os maiores juros reais do mundo. Críticos avaliam que o patamar elevado limita a recuperação econômica, enquanto o Banco Central defende a manutenção de uma política monetária restritiva como instrumento de combate à inflação.

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