Cotidiano
Congresso pode votar o fim da escala 6×1 nesta semana
Proposta é alvo debate e se tornou um dos principais temas do governo federal

Por: Agência Brasil

O Senado deve avançar, na próxima semana, na análise da proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho e prevê o fim da escala 6×1. Após debates em comissões da Câmara e do Senado, o texto aguarda votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguir para o plenário.

A oposição, no entanto, tenta adiar a votação para depois das eleições. Alguns senadores oposicionistas, entre eles Flávio Bolsonaro, argumentam que a aprovação da PEC poderia favorecer a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na última semana, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se reuniu com Lula no Palácio da Alvorada para discutir a proposta. Após o encontro, porém, não confirmou se o texto será levado ao plenário durante o próximo “esforço concentrado”, período reservado às últimas votações antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.

Alcolumbre, que permaneceu meses afastado de Lula após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta quarta-feira que a relação entre os presidentes dos Poderes tem dado “bons frutos”. Lula, por sua vez, declarou que a manutenção do diálogo não significa ausência de divergências políticas.

Segundo Alcolumbre, a PEC deve ser analisada pela CCJ na próxima semana. Se aprovada, seguirá para votação em dois turnos no plenário do Senado. Em regra, é necessário aguardar cinco dias úteis entre as duas votações.

Governistas argumentam, contudo, que a tramitação pode ser acelerada caso haja acordo político. Eles citam ocasiões em que os dois turnos de votação de outras propostas ocorreram em sequência. Antes da reunião com Alcolumbre e com o presidente da Câmara, Hugo Motta, Lula defendeu a aprovação da PEC e afirmou que o Brasil está pronto para acabar com a escala 6×1.

Entre os senadores, a expectativa é que o texto seja aprovado caso chegue ao plenário, especialmente devido à proximidade das eleições. O relator, Omar Aziz, propôs manter a versão aprovada pela Câmara como estratégia para acelerar a tramitação e evitar que a matéria precise retornar à análise dos deputados.

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