Com Reuters
A região oeste do Sudão, em Kordofan e Darfur, tem sido alvos de ataques aéreos com drones em Al Quz, no Kordofan do Sul, e próximo de El Obeid, no Kordofan do Norte, na última sexta-feira (8).
Os ataques com drones foram responsáveis por 80% de todas as mortes de civis relacionadas a conflitos, com pelo menos 880 pessoas mortas por veículos aéreos não tripulados entre janeiro e abril deste ano, segundo dados do ACNUDH (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos).

Drones sobrevoando o Sudão – Foto: ONU
Os mesmos locais também sofrem com o aumento de diferentes formas de violência, sendo elas sexual e assassinatos com motivação étnica, na guerra civil que eclodiu em abril de 2023 entre o exército sudanês e as Forças de Apoio Rápido paramilitares.
A chefe de direitos humanos das Nações Unidas alertou nesta segunda-feira que a crescente violência no Sudão, bem como o aumento do uso de drones, podem levar a mais mortes e deslocamentos.
“A comunidade internacional está ciente de que, a menos que medidas sejam tomadas sem demora, este conflito está prestes a entrar em uma nova fase, ainda mais mortal”, disse o alto comissário do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, em um comunicado.
Com a intensificação dos confrontos, a entrega de ajuda humanitária e suprimentos essenciais pode se tornar ainda mais difícil. Parte do país, incluindo a região de Kordofan, sofre risco crescente de fome e insegurança alimentar aguda. Os civis possuem possibilidade de uma provável intensificação de hostilidade, particularmente nas cidades de El Obeid e Dilling, controladas pelas Forças Armadas Sírias (SAF), no Cordofão do Sul.