Cultura
Angela Ro Ro deixa marca na música brasileira
Voz dos anos 1970 conviveu com nomes históricos da música

Por: Anderson Carlos, Arthur Coelho e Agência Brasil

Apelido Ro Ro surgiu na infância, por conta da característica voz rouca e grave da cantora | Divulgação

Apelido Ro Ro surgiu na infância, por conta da característica voz rouca e grave da cantora | Divulgação

Angela Ro Ro foi a primeira cantora do MPB a se assumir lésbica e lutou contra tabus e preconceitos sociais durante toda a carreira. O legado da compositora engloba músicas próprias que superam as centenas de gravações em um total de 14 álbuns. Nesta última segunda-feira (8), ela morreu no Rio de Janeiro.

A compositora debutou em sua carreira solo com um disco lançado em 1979, quando morava na Inglaterra, e chegou a participar como gaiteira na música “Nostalgia (That’s What Rock’n´Roll Is All About)”, do LP Transa, de Caetano Veloso.

Além da voz característica, a artista era reconhecida pela sua forte personalidade. Um dos episódios mais memoráveis foi ter recusado gravar a música Malandragem, de Roberto Frejat e Cazuza, por discordar do trecho “Quem sabe eu ainda sou uma garotinha”.

Ícone da música brasileira, Angela Ro Ro estava internada em um hospital com um quadro de infecção pulmonar desde junho e morreu aos 75 anos. Em nota oficial, o Ministério da Cultura manifestou luto pela cantora e ressaltou sua relevância no mundo da música brasileira:

“O Ministério da Cultura se solidariza com familiares, amigos, colegas e fãs de Angela Ro Ro e enaltece a sua contribuição para a música brasileira”.

Saiba mais em: ‘Louca, genial e abusada’: Angela Ro Ro ganha homenagens de artistas e amigos

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