Direitos Humanos
Governo do Equador e ONU condenam ataque a comitiva do presidente Noboa
Manifestantes protestam contra fim de subsídio de combustível

Por: Anderson Carlos, Arthur Coelho e Associated Press

Presidente foi reeleito neste ano e o mandato vai até 2029 | Reprodução: @Presidencia_Ec/x

Presidente foi reeleito neste ano e o mandato vai até 2029 | Reprodução: @Presidencia_Ec/x

Nesta quarta (08), o gabinete do presidente do Equador, Daniel Noboa, condenou manifestantes que arremessaram pedras contra comitiva do governo. Os protestos realizados na última terça-feira foram considerados como tentativa de assassinato pelo ministro da Defesa, Gian Carlo Loffredo.

“O nível de agressão com que eles atacaram a caravana mostra que esta foi uma clara tentativa de assassinato e um ato de terrorismo contra o presidente”, declarou Loffredo, a um jornal local

O país está em greve há mais de duas semanas liderada por grupos indígenas contra o fim de subsídios na indústria do petróleo que resultaram em um aumento de 100% no preço do galão (US$ 1,80 para US$ 2,80).

A Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador, organizadora dos protestos, afirmou que “a comitiva presidencial entrou em um lugar onde eles sabiam que havia manifestantes para justificar sua política de guerra” e pediu por atenção por parte dos órgãos internacionais de Direitos Humanos.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou na quarta-feira a violência contra a comitiva de Noboa pediu o fim da violência no país através do diálogo de ambas as partes.

Saiba mais: O que está por trás do atentado contra Daniel Noboa no Equador

Visualizações 8 visualizações