Direitos Humanos
Estudo expõe avanço do garimpo ilegal no Pará
Após operações, pesquisa aponta para novas táticas de exploração em terras indígenas

Por: Mariana Amaro e Helena Bettoni

Com Agência Brasil

Lançado nesta segunda-feira (11), pesquisa revela adaptação do garimpo ilegal após ações de fiscalização l Polícia Federal

Um estudo divulgado pela Universidade do estado do Pará (UEPA), em parceria com o Instituto Mãe Crioula, mostrou que o garimpo ilegal continua avançando em áreas indígenas da Amazônia, mas agora de formas diferentes. Nas terras Munduruku, garimpeiros passaram a trocar máquinas grandes por equipamentos menores para tentar evitar a fiscalização, que se intensificou nos últimos anos. 

A pesquisa também revela que, mesmo com algumas operações de combate ao garimpo, a atividade continua sendo sustentada por uma rede econômica e criminosa bastante forte, envolvendo lavagem de dinheiro e organizações ilegais. Além disso, pequenos comércios e trabalhadores acabam dependendo financeiramente dessa exploração, o que faz com que o problema vá além da questão ambiental.

Outro ponto destacado pelo estudo são os impactos sociais dentro das próprias comunidades indígenas. Sem acesso a oportunidades de renda, moradores acabam entrando no garimpo para sobreviver. Entre os jovens, a atividade passa a parecer mais lucrativa do que alternativas como agricultura, pesca e artesanato. O levantamento foi apresentado nesta segunda-feira (11) e analisou dados entre 2017 e 2023.

 

 

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