
Beatriz Mizuno e Felipe Savioli discutem o futuro da atenção digital na FAPCOM | Laura Saldinha
A Semana da Comunicação 2026 promovida pela FAPCOM (Faculdade Paulus de Comunicação) está oficialmente aberta. Para o primeiro painel noturno, a instituição propõe discutir a “Disputa pela atenção: Quem consegue ser visto?”, unindo as perspectivas do jornalismo e do marketing. A mesa foi composta por Beatriz Mizuno, repórter especial da Revista Menu e IstoÉ Gente, e Felipe Savioli, estrategista de marketing de influência. O debate focou na necessidade de enxergar além do óbvio, reforçando que, tanto no jornalismo quanto na publicidade, o segredo é captar o que ninguém está vendo.
Estrategista do conceito Always On, Felipe Savioli foi enfático ao abordar a dependência tecnológica, deixando m alerta claro aos estudantes. “Nunca dependa da IA se você não tem a sua criatividade”. Para ele, o posicionamento entre campanhas deve ser constante, utilizando a humanização e a linguagem nativa das plataformas para quebrar a resistência da audiência e criar conexões reais. O palestrante ainda argumentou que a humanização não é apenas uma tendência, mas uma regra de sobrevivência digital.
Beatriz Mizuno, que transita entre o cenário gastronômico e cultural, destacou o papel ético do comunicador. Ela pontuou que, diferentemente, do influenciador, o jornalista não deve aparecer mais que a notícia. A provocação final aos alunos foi para que não esperem a demanda passiva do público. “Não espere que a audiência peça. Respondam perguntas que ainda não foram feitas”, afirmou a palestrante. O consenso entre os especialistas é que a atenção do público é conquistada pela antecipação e pela capacidade de oferecer conteúdos que gerem reflexão, e não apenas padrões automatizados.

Estudantes durante o painel promovido pela FAPCOM | Laura Saldinha