Direitos Humanos
Líder indígena brasileiro é anistiado 43 anos após a morte
Marçal Souza Tupã-Y, da etnia Guarani-Kaiowá, foi assassinado em 1983

Por: Giovanna Dias, Giovana Bravi e Rafaella Ribeiro

Com Agência Brasil

 

Líder indígena Marçal de Souza Tupã-Y | Imagem: Arquivo / MST


Marçal
de Souza Tupã-Y foi anistiado na última sexta-feira (27), 43 anos após a morte. Uma decisão unânime da Comissão de Anistia foi concedida de acordo com a lei que absolve pessoas que foram condenadas com motivações políticas na época ditatorial do Brasil entre 1946-1988.

Marçal foi postumamente considerado um herói nacional brasileiro, líder indígena brasileiro da etnia Guarani-Kaiowá e pioneiro do movimento indígena no Brasil. Segundo a sua filha, Edna Silva de Souza, ele dizia: “Eu sou uma pessoa marcada para morrer, mas por uma causa justa a gente morre”, e ele morreu pelo seu povo, afirma Edna. 

A ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Macaé Evaristo, pediu desculpas em nome do Estado brasileiro durante o julgamento e agradeceu a perseverança de Marçal, sua família e companheiros contra o Estado ditatorial e em favor da democracia.  

O pedido foi solicitado pela família e ativistas desde 2023 com a expectativa de que a anistia contribua para dar mais visibilidade e reconhecimento na luta e resistência de Marçal, além de destacar também o histórico de violência que os povos originários sofreram durante o regime militar.  

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